Se relacionar em dias atuais se tornou quase uma obsessão, visto o número de sítios de relacionamentos e agência para se encontrar o par ideal. Para algumas pessoas, estar solteiro se equivale a estar doente ou desempregado, é preciso alterar a placa de qualquer forma. Mas por que toda essa agitação em torno desse assunto?
Com todos os avanços tecnológicos e correria do dia-a-dia, se comunicar se tornou cada vez menos presencial. Não se é mais necessário alguém estar presente para falar-lhe algo. E além, os meios estão ficando mais impessoais. Antigamente, mesmo não estando presente, se falava por telefone ou se escrevia cartas, ainda se tinha a sensação de um ser humano por trás da mensagem. Hoje não, é tudo resolvido por mensagens eletrônicas, onde as letras são iguais não importa quem as escreva.
Com essa reviravolta comunicológica, as pessoas se tornam invariavelmente carentes. A necessidade de se ter alguém por perto se faz ainda mais presente na vida do cidadão metropolitano, pois mesmo tendo pessoas que os prezam, essas geralmente estão distantes. O ser humano é extremamente dependente de companhia. E precisa da presença física desta!
Por isso, muitos indivíduos encontram-se em relacionamentos conturbados, junto a quem não são realmente seus parceiros desejáveis. Todavia, não os terminam por medo de ficarem sozinhos, como se isso fosse algo ruim. Também não direi ser algo bom. Há coisas boas e ruins em tudo. Mas como disse, sempre há coisas boas! Por este motivo deve-se viver os dois estados, solteiro e comprometido, aproveitando suas peculiaridades, pois o que se aproveita em um, dificilmente experimentará no outro.
O segredo é ser feliz não importa como esteja. Quando alguém é feliz, ela atrai pessoas para junto de si, pois é muito melhor se aproximar de alguém com um sorriso no rosto daquela com a cara emburrada. E deixe de reclamar por estar sozinho, viva a liberdade, senão, quando arranjar alguém reclamará da falta dela (quem vive reclamando, reclamará sempre, mesmo estando tudo ótimo em suas vidas).