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Mostrando posts do mês de setembro de 2009
22
set
2009

É primavera, te amo!

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E a primavera chega hoje! Ou será a prima Vera? Cadê a brisa suave e as flores brotando? Na minha opnião, deviam abandonar esse negócio de estações do ano, já que inverno bate recorde de calor, outono com chuvas torrenciais, verão que cai até granizo.

Mas pra quem mora em São Paulo, isso é totalmente normal numa cidade onde fazem todas as estações num único dia. Ai daquele que sair de casa sem um casaco e um guarda-chuva! Paulistano adora estações, tem as de metrô, de trem, de ônibus, de rádio, e a salve-se quem puder! A cousa anda feia de verdade!

E hoje, no Dia Mundial Sem Carro, pra que melhorar? Choveu! E ainda chove! Nem que o céu estivesse risonho e límpido, aqui não se sai do carro. É bem melhor ficar 2 horas parado torrando gasolina do que meia hora em pé no coletivo. E sempre falam que paulistano é apressado… Eu os chamaria mais é de paulusitanos!

E pra alegrar essa terça-feira gostosa de chuva, vou postar um vídeo do Túlio, que resolveu internacionalizar nosso querido pagode e transformá-lo em algo cool. E aposto que terá gente dizendo que agora é legal. Esse “serumano” é estranho mesmo!

 
11
out
2008

São Paulo: uma cidade sem história

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Estava assistindo, no alto da minha insônia, um documentário com um escritor falando sobre a cidade de São Paulo. Busquei informações no site da emissora, mas lá nem consta que foi vinculado, então ficarei devendo o nome do documentário e até o nome do escritor, que inclusive eu lembro ser professor da PUC e morar na mesma rua dessa, mas não seu nome.

Continuando, tudo isso foi só para introduzir o assunto, que o escritor tocou, sobre São Paulo ser uma cidade sem história. Isso me fez refletir muito. Mentalizando todo meu ódio por esta cidade, esse seria mais um argumento para eu entendê-lo. Uma cidade sem história! Totalmente verdade!

Explicarei qual o significado dessa expressão. Como sabemos, São Paulo é uma cidade bem antiga, comparando à idade do país. Mas, apesar disso, em nada se parece com grandes cidades antigas, pois aqui não se preocupam em manter a história da cidade viva. Quando essa é preservada, fica escondida em museus.

São Paulo é uma cidade mutante, que não liga de derrubar o que tiver pela frente e subir novos arranhacéus. Não liga em ter uma cara, um estilo, é totalmente desestilizada, seu cinza escondendo toda sua grandiosidade. Aqui reina o capitalismo selvagem, que ignora qualquer resquício de tradição e implanta brutalmente suas novas tecnologias, focalizadas apenas nos ganhos de seus idealizadores.

Pois é, por isso também eu odeio essa cidade. Uma cidade sem rosto, sem alma, sem coração.

 
19
mai
2008

Cada um no seu quadrado

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Pois é exatamente esse o espaço que se terá em breve em São Paulo, um quadrado. Dado o crescimento populacional exorbitante e a verticalização desenfreada, pois a cada dia prédios vão brotando do chão como feijões no algodão (qual criança nunca fez isso?).

Não estou ‘por dentro’ de como as pessoas ‘de fora’ vêem esta cidade, qual atração é essa existente na mente desses malucos que resolvem viver aqui. São Paulo sempre foi o centro comercial do Brasil, mas a vivência neste lugar deve ser repensada.

Muitos aparecem em busca de emprego (já não tão fácil há décadas) e de uma vida melhor. Todavia, viver apertado, amedrontado, num lugar poluído onde se demora horas para se deslocar a qualquer lugar, para MIM, não é exatamente o significado de uma vida melhor. Além disso, é uma cidade cara, onde se gasta (e muito) para tudo, ou seja, um salário melhor muitas vezes acaba, literalmente, não sendo o suficiente.

E assim como a letra da música citada no título, aqui é preciso rebolar no seu quadrado! Traduzindo: é preciso fazer de tudo um pouco espaço, físico e temporal. O tempo todo se está num quadrado, seja no seu apartamento apertado (quase uma redundância), sua baia minúscula, seu carro preso no congestionamento ou até mesmo na rua, no meio da multidão, onde é árduo até andar.

Citando novamente o hit do momento, quem está no quadrado ao lado parece seu inimigo. Diversas são as brigas com os vizinhos, até mesmo os do carro ao lado ou no mesmo banco do ônibus. Conviver aqui não é fácil. Mas São Paulo é isso aí, uma máquina que não para e não deixa ninguém parar. Difícil é pular da locomotiva em movimento. Contudo, termino aqui, escrevendo do quadrado do meu quarto, e você aí, lendo do quadrado do seu monitor.

 

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